quinta-feira, 6 de agosto de 2009

NOTA DE ESCLARECIMENTO DO SENADOR PEDRO SIMON - PMDB


O senador Pedro Simon foi interpelado pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, na sessão de ontem (3 de agosto), sobre dois temas: a importação de carne contaminada de Chernobil e a Portosol.
No intuito de afastar conclusões precipitadas e insinuações maldosas sobre assuntos desconexos, o senador Pedro Simon esclarece o seguinte:

CHERNOBIL


1. O acidente nuclear na usina de Chernobil, na Ucrânia, ocorreu em 26 de abril de 1986. O líder do PMDB no Senado acusa o Governo Sarney de ter importado carne contaminada pelo pior acidente nuclear da história. Não tenho conhecimento desse fato, por uma razão simples: eu não era o Ministro da Agricultura, à época. Exerci o cargo de ministro, por escolha original do Presidente Tancredo Neves, até 14 de fevereiro de 1986. Ou seja, o acidente de Chernobil ocorreu mais de dois meses após minha saída do ministério. Não sei se houve importação de carne da Ucrânia. Se houve, deve ter ocorrido no segundo semestre de 1986 ou depois.

PORTOSOL


2. A Portosol é uma instituição comunitária de crédito, sem fins lucrativos, sediada em Porto Alegre, inspirada num modelo vitorioso: o Grameen Bank, o primeiro banco do mundo especializado em microcrédito, idealizado pelo professor bengalês Muhammad Yunus em 1976 visando a erradicação da pobreza no mundo. Yunus foi agraciado, por sua idéia, com o Prêmio Nobel da Paz em 2006. A Portosol, inspirado neles, foi criada em Porto Alegre em 1995, a partir de uma iniciativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre, em conjunto com a Federação das Associações Empresariais do Rio Grande do Sul (FEDERASUL) e da Associação dos Jovens Empresários de Porto Alegre (AJE-POA).

3. A Portosol é uma ONG, qualificada como OSCIP, habilitada ao PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. A lei nº 7.679, de outubro de 1995, autorizou a administração de Porto Alegre à participação do "Município em Associação Civil Ideal com a finalidade precípua de, a partir de uma ação facilitadora do acesso ao crédito, fomentar a constituição e/ou consolidação de pequenos e micro empreendedores instalados no âmbito do território municipal”. Além da Prefeitura e do Governo do Estado, a Portosol foi constituída com participação de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do SEBRAE do Rio Grande do Sul, contando ainda com fundos da Inter-American Foundation, agência norte-americana de cooperação internacional, e da GTZ, Sociedade Alemã de Cooperação Técnica. A Caixa Econômica Federal cedeu espaço em uma de suas agências, no centro da cidade, para alojar a Portosol.

4. A Portosol foi a primeira instituição de microcrédito no Brasil constituída com recursos de órgãos governamentais, passando o microcrédito a ser considerado como política pública de desenvolvimento. Seu modelo foi e vem sendo replicado em vários municípios do Brasil, existindo atualmente no Brasil 120 OSCIPS (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) de microcréditos habilitados ao PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, programa do Governo Federal abrigado no Ministério do Trabalho e Emprego. O sucesso deste modelo chegou até mesmo ao Estado natal do senador Renan Calheiros, Alagoas, onde funcionam duas instituições similares ao Portosol: o Instituto Ação de Desenvolvimento para a Cidadania, IADEC, ou ‘Banco do Cidadão’, e a Associação de Microcrédito e Desenvolvimento Sócio-Econômico de Alagoas (Instituto de Inclusão Social pelo Crédito).

5. A Portosol teve, desde sua fundação em 1995, seis presidentes no Conselho de Administração, composto por nove representantes – dois da prefeitura, um do governo estadual, um da associação de empresários e cinco da sociedade civil. O atual presidente, Pedro Armando Volkmann, é representante da AJE (Associação dos Jovens Empresários). Seu antecessor, no período 2006-2008, foi Tiago Chanan Simon, meu filho, indicado como representante do Governo do Estado, à época de diretor do Departamento de Desenvolvimento Empresarial da SEDAI (Secretaria de Desenvolvimento e de Assuntos Internacionais). Tiago Simon exerceu sua atividade de dirigente sem remuneração.

6. Ao longo de sua existência, a Portosol liberou 112.284 créditos, num valor total de recursos de R$ 127 milhões de reais, o que representa um crédito médio de R$ 1.132, segundo informações de seu diretor-executivo, Cristiano Mross.

7. A Portosol foi selecionada em 1999 pelo Banco Mundial como uma das 10 iniciativas mais bem sucedidas do Brasil na política de combate à pobreza. Em 1997 foi agraciada pela Fundação Getúlio Vargas e pela Fundação Ford com o Prêmio Gestão Pública e Cidadania. No mesmo ano ganhou da UNESCO o prêmio de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, na categoria “Formação de Consciência da Cidadania”.

INTERPELAÇÃO

8. Tomei a decisão de interpelar, junto à Corregedoria Parlamentar do Senado, o senador Fernando Collor, a fim de que explicite os fatos a que fez ilação na sessão do Senado de segunda-feira, que seriam ‘incômodos” para minha pessoa. O esclarecimento dos fatos é necessário para o resguardo de minha honra e de minha biografia pessoal e política.

Brasília, 4 de agosto de 2009.
Pedro Simon – senador PMDB/RS

Assessoria de Imprensa: 61.3311.3232
Luiz Fonseca: 61.8185.7139
imprensa.pedrosimon@senado.gov.br
www.senado.gov.br/pedrosimon
http://senadorpedrosimon.blogspot.com


O senador Pedro Simon foi interpelado pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, na sessão de ontem (3 de agosto), sobre dois temas: a importação de carne contaminada de Chernobil e a Portosol.
No intuito de afastar conclusões precipitadas e insinuações maldosas sobre assuntos desconexos, o senador Pedro Simon esclarece o seguinte:
CHERNOBIL
1. O acidente nuclear na usina de Chernobil, na Ucrânia, ocorreu em 26 de abril de 1986. O líder do PMDB no Senado acusa o Governo Sarney de ter importado carne contaminada pelo pior acidente nuclear da história. Não tenho conhecimento desse fato, por uma razão simples: eu não era o Ministro da Agricultura, à época. Exerci o cargo de ministro, por escolha original do Presidente Tancredo Neves, até 14 de fevereiro de 1986. Ou seja, o acidente de Chernobil ocorreu mais de dois meses após minha saída do ministério. Não sei se houve importação de carne da Ucrânia. Se houve, deve ter ocorrido no segundo semestre de 1986 ou depois.
PORTOSOL
2. A Portosol é uma instituição comunitária de crédito, sem fins lucrativos, sediada em Porto Alegre, inspirada num modelo vitorioso: o Grameen Bank, o primeiro banco do mundo especializado em microcrédito, idealizado pelo professor bengalês Muhammad Yunus em 1976 visando a erradicação da pobreza no mundo. Yunus foi agraciado, por sua idéia, com o Prêmio Nobel da Paz em 2006. A Portosol, inspirado neles, foi criada em Porto Alegre em 1995, a partir de uma iniciativa do Governo do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre, em conjunto com a Federação das Associações Empresariais do Rio Grande do Sul (FEDERASUL) e da Associação dos Jovens Empresários de Porto Alegre (AJE-POA).
3. A Portosol é uma ONG, qualificada como OSCIP, habilitada ao PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado. A lei nº 7.679, de outubro de 1995, autorizou a administração de Porto Alegre à participação do "Município em Associação Civil Ideal com a finalidade precípua de, a partir de uma ação facilitadora do acesso ao crédito, fomentar a constituição e/ou consolidação de pequenos e micro empreendedores instalados no âmbito do território municipal”. Além da Prefeitura e do Governo do Estado, a Portosol foi constituída com participação de recursos do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e do SEBRAE do Rio Grande do Sul, contando ainda com fundos da Inter-American Foundation, agência norte-americana de cooperação internacional, e da GTZ, Sociedade Alemã de Cooperação Técnica. A Caixa Econômica Federal cedeu espaço em uma de suas agências, no centro da cidade, para alojar a Portosol.
4. A Portosol foi a primeira instituição de microcrédito no Brasil constituída com recursos de órgãos governamentais, passando o microcrédito a ser considerado como política pública de desenvolvimento. Seu modelo foi e vem sendo replicado em vários municípios do Brasil, existindo atualmente no Brasil 120 OSCIPS (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) de microcréditos habilitados ao PNMPO – Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado, programa do Governo Federal abrigado no Ministério do Trabalho e Emprego. O sucesso deste modelo chegou até mesmo ao Estado natal do senador Renan Calheiros, Alagoas, onde funcionam duas instituições similares ao Portosol: o Instituto Ação de Desenvolvimento para a Cidadania, IADEC, ou ‘Banco do Cidadão’, e a Associação de Microcrédito e Desenvolvimento Sócio-Econômico de Alagoas (Instituto de Inclusão Social pelo Crédito).
5. A Portosol teve, desde sua fundação em 1995, seis presidentes no Conselho de Administração, composto por nove representantes – dois da prefeitura, um do governo estadual, um da associação de empresários e cinco da sociedade civil. O atual presidente, Pedro Armando Volkmann, é representante da AJE (Associação dos Jovens Empresários). Seu antecessor, no período 2006-2008, foi Tiago Chanan Simon, meu filho, indicado como representante do Governo do Estado, à época de diretor do Departamento de Desenvolvimento Empresarial da SEDAI (Secretaria de Desenvolvimento e de Assuntos Internacionais). Tiago Simon exerceu sua atividade de dirigente sem remuneração.
6. Ao longo de sua existência, a Portosol liberou 112.284 créditos, num valor total de recursos de R$ 127 milhões de reais, o que representa um crédito médio de R$ 1.132, segundo informações de seu diretor-executivo, Cristiano Mross.
7. A Portosol foi selecionada em 1999 pelo Banco Mundial como uma das 10 iniciativas mais bem sucedidas do Brasil na política de combate à pobreza. Em 1997 foi agraciada pela Fundação Getúlio Vargas e pela Fundação Ford com o Prêmio Gestão Pública e Cidadania. No mesmo ano ganhou da UNESCO o prêmio de Direitos Humanos no Rio Grande do Sul, na categoria “Formação de Consciência da Cidadania”.
INTERPELAÇÃO
8. Tomei a decisão de interpelar, junto à Corregedoria Parlamentar do Senado, o senador Fernando Collor, a fim de que explicite os fatos a que fez ilação na sessão do Senado de segunda-feira, que seriam ‘incômodos” para minha pessoa. O esclarecimento dos fatos é necessário para o resguardo de minha honra e de minha biografia pessoal e política.
Brasília, 4 de agosto de 2009.
Pedro Simon – senador PMDB/RS
Assessoria de Imprensa: 61.3311.3232
Luiz Fonseca: 61.8185.7139
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CRISE NO SENADO CHEGA A CÂMARA E O DEPUTADO DARCISIO PERONDI SAI EM DEFESA DE SIMON


O tema principal nas rodas de discussão no Congresso Nacional tem sido a crise no Senado, que envolve sérias acusações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), pela suposta contratação de parentes através de atos secretos e irregularidades na Fundação que leva seu nome.

O clima no Senado, cada vez mais pesado, culminou com um bate-boca no plenário. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi atacado verbalmente pelo colega Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ao defender o afastamento de José Sarney.

A crise no Senado repercute cada vez mais na Câmara e o- deputado gaúcho Darcísio Perondi, vice-líder do PMDB na Casa, saiu, nessa quarta-feira (05), em defesa de Simon.Segundo Perondi, o senador Pedro Simon prestou um serviço à Nação, com sua grandeza, sabedoria, experiência e seu passado ético. Já Fernando Collor, deixou cair sua máscara ao mandar Simon engolir as palavras. "Todos sabem o estrago que ele fez na política brasileira e no País. Mas caiu a máscara, com sua arrogância, petulância e desconhecimento da história", disse Perondi.


SEGUE O DISCURSO NA ÍNTEGRA

Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados. Anteontem, o senador Pedro Simon prestou um serviço à Nação, aliás, vem prestando, pela sua grandeza, sabedoria, experiência e seu passado ético. Mas S.Exa. prestou um serviço porque está pedindo a saída do senador José Sarney da Presidência? Sim. Mas prestou um serviço muito maior quando caiu a máscara de Fernando Collor de Mello.

Quem não o conhece? Quem não sabe o que ele fez para o País?

Adolescentes, hoje adultos, os adultos, hoje vovôs e vovós, sabem o estrago que ele fez para a política brasileira, o estrago que ele fez para o País, e, de repente, no meio da fala do Governador e senador Pedro Simon, aparece, espavorido, o senador Fernando Collor de Mello. Cego, cego!

Não se mexia e tremia, e falou contra o senador Simon usando metáforas horríveis, e, surpreendentemente, o Presidente da Mesa não as retirou dos Anais.E até fez ameaças, que sabia da história de Pedro Simon. Se sabia, ele leu a história errada. A história dele que não é limpa, o Brasil todo sabe.

E ele estava quieto há 3 anos, era um novo Collor comedido, recuperado, constrito, perdoado. Mas caiu a máscara e veio ele com sua arrogância, petulância, com desconhecimento da história e agride um dos maiores homens da política brasileira, que é o senador Simon. Há 50 anos na política, absolutamente nada de errado na sua história, só flores, exemplos, construção, atitude de homem, de brasileiro, de patriota. Do Collor, nada disso.

O Brasil viu quem é Collor. Collor mostrou a sua face. Senador Simon, o Brasil o aplaude, não só o Rio Grande, não só o meu PMDB, todo o Brasil o faz.

Olhe para frente, continue assim, homem sério, sábio, coerente, ético, uma luz de moral de que precisa a política cada vez mais. Continue, senador, na sua caminhada. Continue! Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela estão olhando lá do céu, iluminando-o, e nós aqui o aplaudindo e seguindo o seu exemplo.Muito obrigado.
Assessoria de Imprensa:

Fábio Paiva - (61) 9982-0070

Chefia de Gabinete:

Frederico Borges - (61) 9216-0101
Crise no Senado chega à Câmara e Perondi sai em defesa de Simon
O tema principal nas rodas de discussão no Congresso Nacional tem sido a crise no Senado, que envolve sérias acusações contra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), pela suposta contratação de parentes através de atos secretos e irregularidades na Fundação que leva seu nome. O clima no Senado, cada vez mais pesado, culminou com um bate-boca no plenário. O senador Pedro Simon (PMDB-RS) foi atacado verbalmente pelo colega Fernando Collor de Mello (PTB-AL) ao defender o afastamento de José Sarney. A crise no Senado repercute cada vez mais na Câmara e o- deputado gaúcho Darcísio Perondi, vice-líder do PMDB na Casa, saiu, nessa quarta-feira (05), em defesa de Simon.Segundo Perondi, o senador Pedro Simon prestou um serviço à Nação, com sua grandeza, sabedoria, experiência e seu passado ético. Já Fernando Collor, deixou cair sua máscara ao mandar Simon engolir as palavras. "Todos sabem o estrago que ele fez na política brasileira e no País. Mas caiu a máscara, com sua arrogância, petulância e desconhecimento da história", disse Perondi.
SEGUE O DISCURSO NA ÍNTEGRA
Sr. Presidente, Sras. Deputadas e Srs. Deputados. Anteontem, o senador Pedro Simon prestou um serviço à Nação, aliás, vem prestando, pela sua grandeza, sabedoria, experiência e seu passado ético. Mas S.Exa. prestou um serviço porque está pedindo a saída do senador José Sarney da Presidência? Sim. Mas prestou um serviço muito maior quando caiu a máscara de Fernando Collor de Mello. Quem não o conhece? Quem não sabe o que ele fez para o País? Adolescentes, hoje adultos, os adultos, hoje vovôs e vovós, sabem o estrago que ele fez para a política brasileira, o estrago que ele fez para o País, e, de repente, no meio da fala do Governador e senador Pedro Simon, aparece, espavorido, o senador Fernando Collor de Mello. Cego, cego! Não se mexia e tremia, e falou contra o senador Simon usando metáforas horríveis, e, surpreendentemente, o Presidente da Mesa não as retirou dos Anais.E até fez ameaças, que sabia da história de Pedro Simon. Se sabia, ele leu a história errada. A história dele que não é limpa, o Brasil todo sabe. E ele estava quieto há 3 anos, era um novo Collor comedido, recuperado, constrito, perdoado. Mas caiu a máscara e veio ele com sua arrogância, petulância, com desconhecimento da história e agride um dos maiores homens da política brasileira, que é o senador Simon. Há 50 anos na política, absolutamente nada de errado na sua história, só flores, exemplos, construção, atitude de homem, de brasileiro, de patriota. Do Collor, nada disso. O Brasil viu quem é Collor. Collor mostrou a sua face.Senador Simon, o Brasil o aplaude, não só o Rio Grande, não só o meu PMDB, todo o Brasil o faz. Olhe para frente, continue assim, homem sério, sábio, coerente, ético, uma luz de moral de que precisa a política cada vez mais. Continue, senador, na sua caminhada. Continue! Ulysses Guimarães e Teotônio Vilela estão olhando lá do céu, iluminando-o, e nós aqui o aplaudindo e seguindo o seu exemplo.Muito obrigado.
Assessoria de Imprensa: Fábio Paiva - (61) 9982-0070Chefia de Gabinete: Frederico Borges - (61) 9216-0101

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

CRISE NO SENADO - REPERCUSSÃO NO RIO GRANDE DO SUL


O SR. ALBERTO OLIVEIRA (PMDB) – Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados:


Quero reforçar aqui a manifestação do líder da bancada do PMDB, deputado Gilberto Capoani.
O que está ocorrendo hoje em nosso País impõe uma reflexão muito maior por parte de cada um de nós, agentes políticos que aqui, no Palácio Farroupilha, com muito orgulho, representou os gaúchos.
Não temos dúvida de que esse ambiente altamente nocivo à imagem do homem público, à seriedade pública, à dignidade pública, valores que devem ser exemplo para os brasileiros, atinge cada um que exerce uma função pública, independentemente de partido. Percebemos a preocupação dos que a exercem com zelo e dedicação. E não é diferente aqui nesta Casa.
A nossa nota é de apoio a uma figura pública respeitada por todos os partidos, por todas as lideranças, pelos meios de comunicação. O senador Pedro Simon, aqui nesta Casa, ao longo de mais de 16 anos, orgulhou os gaúchos; no Senado da República, igualmente assim tem sido; e, no Palácio Piratini, como governador, assim foi por quatro anos.
Tive a felicidade de conviver ao seu lado como seu chefe de gabinete e pude, no dia a dia, acompanhar uma biografia que tem exemplos, que tem história e que não merece manifestações como as que ocorreram ontem no Senado da República, local onde deveriam ocorrer os debates mais elevados de interesse da Nação. São manifestações que denigrem e que impõem uma reflexão e uma postura muito firme de nossa parte.
Não concordamos com várias partes da história do senador José Sarney, mas respeitamos o fato de ter sido presidente do nosso País, quando era para ter sido Tancredo Neves. Lembro que, no dia 14 de março de 1985, estava em Brasília para assistir à posse de Tancredo Neves. Naquele dia, Tancredo Neves foi para o hospital e assumiu, por um infortúnio da vida e da história, o senador José Sarney.
Por ter exercido duas ou três vezes o Senado da República, o senador José Sarney poderia ajudar a melhorar a imagem daquela Casa.
Preocupa-nos muito o fato de que nenhum dos quatro últimos ex-presidentes do Senado, por vários motivos que a história registra, tenha concluído seu mandato.
O senador Renan Calheiros teve, ontem, uma atitude completamente desproporcional diante do gesto do homem público Pedro Simon, que pediu, em nome da imagem do Senado, a renúncia do atual presidente José Sarney; pediu que S. Exa. renunciasse em nome de sua própria biografia, que, assim, ainda poderia ter algo preservado. O próprio senador Renan Calheiros já havia renunciado à presidência da instituição em outro momento da história recente do Brasil, o que teve que fazer para não perder seu mandato.
Já o senador Fernando Collor, que ainda jovem teve a oportunidade de se eleger presidente da República pelo voto direto – graças à luta que o senador José Sarney e tantos outros não ajudaram a desenvolver, mas pela qual o senador Pedro Simon e tantos brasileiros se empenharam, auxiliando no sentido de que pudéssemos ter eleições diretas –, envergonhou a história deste País: ao se eleger presidente, fez com que o primeiro impeachment brasileiro se processasse em função de sua vida pública.
O senador Fernando Collor não é digno, ou melhor, não tem memória e nem história para fazer o que fez ontem. S. Exa. poderia ter-se recolhido, naquele momento, ao espaço que tem dentro do Senado, o qual já é muito bom, aproveitando para, quem sabe, reconstruir a sua biografia diante dos brasileiros.
A polêmica à qual assistimos ontem merece, independentemente de partidos, uma preocupação maior. Devemos refletir a respeito do que isso está significando para a vida dos políticos como um todo.
A nota da bancada estadual do PMDB, não tenho dúvida, é também a nota de grande parcela dos gaúchos, que neste momento sabem que têm, na figura do senador Pedro Simon, uma referência no Congresso Nacional.
FONTE: INFORMATIVO ON LINE - EDIÇÃO ESPECIAL

Mulheres no Brasil

Fundo de Desenvolv. das Nações Unidas para a Mulher

Homens contra a Violência

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