quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

UMA MULHER NO PALÁCIO DO PLANALTO?

Quarta, 24 de Fevereiro de 2010

José Eustáquio Diniz Alves - Doutor em demografia e professor titular do mestrado em Estudos Populacionais e Pesquisas Sociais da Escola Nacional de Ciências Estatísticas - ENCE/IBGE
E-mail: jed_alves@yahoo.com.br

A data de 24 de fevereiro é dedicada ao “Dia da conquista do voto feminino no Brasil”. As mulheres adquiriram o direito de voto por meio de um decreto presidencial de Getúlio Vargas (Decreto 21076, de 24 de fevereiro de 1932). Mas a luta por mais espaços no poder não parou aí. Nas décadas seguintes, as mulheres foram se alistando crescentemente para exercer o direito de voto, embora só no ano 2000 elas tenham conseguido paridade com os homens no número de votantes. O ritmo de alistamento continuou acelerado, e as mulheres se tornaram maioria do eleitorado nos anos seguintes, devendo atingir 5 milhões de eleitoras sobre os eleitores em outubro de 2010.

Porém, mesmo sendo maioria da população e do eleitorado, o número de mulheres eleitas ainda é muito pequeno. As mulheres são apenas 9% da Câmara Federal e cerca de 12% dos assentos nas Assembléias Legislativas, no Senado e nas Câmaras Municipais e, aproximadamente 9% dos executivos municipais. Para a Presidência da República as mulheres nunca chegaram nem perto.
Este quadro pode mudar em 2010? Uma mulher poderá montar seu escritório no Palácio do Planalto em 2011?

As chances nunca foram tão grandes quanto agora, e esta possibilidade pode se tornar realidade dependendo como forem montadas as listas eleitorais. Provavelmente teremos duas mulheres encabeçando duas chapas: Dilma Rousseff, pelo PT, e Marina Silva, pelo PV. Existe a possibilidade do candidato José Serra, do PSDB, escolher uma mulher para a vice-presidência em sua chapa. Neste cenário, com três candidatos à presidência, teríamos necessariamente uma mulher no Palácio do Planalto, como presidenta ou vice-presidenta.

Muitas pessoas consideram a presença feminina na política um fator pouco importante e não colocam as questões de gênero como um aspecto relevante em uma disputa eleitoral. Contudo, uma mulher no Palácio do Planalto pode ter um efeito simbólico muito grande e, na prática, pode estimular a juventude a ver a política e a administração pública como um espaço de atuação igualitário entre os sexos. Uma mulher na Presidência da República pode ser um contraponto à discriminação e à segregação de gênero existente na sociedade.

Um exemplo interessante de como a mudança pode vir de cima tem sido observado nos Estados Unidos. Depois da nomeação de três Secretárias de Estado - Madeleine Albright (governo Clinton), Condoleezza Rice (governo Bush) e Hillary Clinton (governo Obama), o número de embaixadoras quintuplicou em Washington e rompeu com o monopólio masculino na área diplomática. Já existem 25 embaixadoras no Departamento de Estado, o maior número de todos os tempos. Embora as mulheres continuem sendo minoria - há 182 embaixadores credenciados, elas passaram de cinco, no fim dos anos 1990, para um número cinco vezes maior, rompendo com o “clube do Bolinha” da política externa americana.

Desta forma, não se pode menosprezar os possíveis efeitos positivos da presença de uma mulher no Palácio do Planalto. Resta saber se haverá realmente garantia de presença feminina nas principais chapas em disputa em 2010, pois, antes de se submeter à vontade do eleitorado, as mulheres precisam passar pelo crivo de suas indicações pelas direções partidárias. Além disto, o percentual de pelo menos 30% de mulheres candidatas a deputadas estaduais e federais, senadoras e governadoras não está garantido.

No dia 24 de fevereiro de 2010, 78 anos depois da conquista do voto feminino, as mulheres brasileiras – mesmo sendo maioria do eleitorado – ainda não possuem a certeza de que terão um espaço adequado para garantir o mínimo de representatividade de gênero na disputa eleitoral e para mostrar seus valores nas eleições gerais de outubro. Contudo, a maior equidade de gênero em todos os espaços de poder é uma condição necessária para um país mais justo e próspero.
Reprodução de conteúdo autorizada desde que citada a fonte: Site www.maismulheresnopoderbrasil.com.br

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

"MULHER NA POLÍTICA É FUNDAMENTAL PARA A DEMOCRACIA", DIZ REGINA PERONDI.

O Portal de Notícias Ijuhy.com entrevistou a Candidata à Presidente da Executiva Nacional do PMDB Mulher, Regina Perondi.
Ela fala sobre a participação das mulheres na política.



Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Regina Perondi é Candidata à Presidente da Executiva Nacional do PMDB Mulher.

Ela falou sobre a importância da participação da mulher na política.

Assuntos Relacionados

A Candidata à Presidente da Executiva Nacional do PMDB Mulher, Regina Perondi, falou ao Portal de Notícias Ijuhy.com sobre a importância da participação das mulheres na política.
“A participação da mulher na política é fundamental para a consolidação da democracia, quer dizer que se todos são iguais em deveres e direitos as mulheres têm o mesmo direito de participarem ativamente da política nos seus partidos, como candidatas, como transformadoras da realidade política”, destaca.
De acordo com Regina, o trabalho do PMDB Mulher cresceu muito nos últimos tempos. “Nós temos conquistado uma melhor visibilidade dentro do partido e uma das nossas lutas é que existam mais mulheres atuando dentro do partido”, disse.
Um ponto destacado por Regina foi a Convenção Nacional do PMDB Mulher que acontecerá no dia 20 de março e reunirá as delegadas dos estados. “Estamos nos preparando para receber nossas companheiras e termos uma bela Convenção”, destaca.
Como propostas para o PMDB Mulher, Regina destacou a continuação do sistema de reuniões da Executiva que acontecem quatro vezes ao ano, a continuação do jornal que sai de três em três meses, além de promover oficinas e avançar nos Estados em que se precisa desenvolver melhor o trabalho do PMDB Mulher.
Outro ponto destacado por Regina Perondi foi a Reforma Eleitoral que foi sancionada pelo Presidente Lula em setembro de 2009. “Essa reforma representa avanços para as mulheres na política. É importante que os partidos fiquem atentos para as questões de que: 5% do Fundo Partidário deve ser reservado para o trabalho com as mulheres dos partidos; 10% da propaganda institucional no rádio e na televisão deve ser destinado para as mulheres do partido e os partidos devem preencher a lista de candidatos com 30% de mulheres”, disse. Ela ainda disse, que esta lei já está em vigor.
Para finalizar, Regina deixou um recado para as mulheres que ainda não participam da política. “Há muitas formas da mulher participar da política, seja ajudando numa campanha política, seja se interessando pelo que os governantes estão fazendo, seja acompanhando o trabalho que os vereadores desenvolvem, e até mesmo saber o que acontece no seu bairro. Tudo isso também é participar da política”, finaliza.
Para escutar a entrevista na íntegra clique aqui.

"MULHER NA POLÍTICA É FUNDAMENTAL PARA A DEMOCRACIA", DIZ REGINA PERONDI.

“Mulher na política é fundamental para a democracia”, diz Regina Perondi O Portal de Notícias Ijuhy.com entrevistou a Candidata à Presidente da Executiva Nacional do PMDB Mulher, Regina Perondi. Ela fala sobre a participação das mulheres na política.
Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Regina Perondi é Candidata à Presidente da Executiva Nacional do PMDB Mulher. Ela falou sobre a importância da participação da mulher na política.
Assuntos Relacionados
Regina Perondi: As mulheres têm direito igual aos homens na política
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“A participação da mulher na política é fundamental para a consolidação da democracia, quer dizer que se todos são iguais em deveres e direitos as mulheres têm o mesmo direito de participarem ativamente da política nos seus partidos, como candidatas, como transformadoras da realidade política”, destaca.
De acordo com Regina, o trabalho do PMDB Mulher cresceu muito nos últimos tempos. “Nós temos conquistado uma melhor visibilidade dentro do partido e uma das nossas lutas é que existam mais mulheres atuando dentro do partido”, disse.
Um ponto destacado por Regina foi a Convenção Nacional do PMDB Mulher que acontecerá no dia 20 de março e reunirá as delegadas dos estados. “Estamos nos preparando para receber nossas companheiras e termos uma bela Convenção”, destaca.
Como propostas para o PMDB Mulher, Regina destacou a continuação do sistema de reuniões da Executiva que acontecem quatro vezes ao ano, a continuação do jornal que sai de três em três meses, além de promover oficinas e avançar nos Estados em que se precisa desenvolver melhor o trabalho do PMDB Mulher.
Outro ponto destacado por Regina Perondi foi a Reforma Eleitoral que foi sancionada pelo Presidente Lula em setembro de 2009. “Essa reforma representa avanços para as mulheres na política. É importante que os partidos fiquem atentos para as questões de que: 5% do Fundo Partidário deve ser reservado para o trabalho com as mulheres dos partidos; 10% da propaganda institucional no rádio e na televisão deve ser destinado para as mulheres do partido e os partidos devem preencher a lista de candidatos com 30% de mulheres”, disse. Ela ainda disse, que esta lei já está em vigor.
Para finalizar, Regina deixou um recado para as mulheres que ainda não participam da política. “Há muitas formas da mulher participar da política, seja ajudando numa campanha política, seja se interessando pelo que os governantes estão fazendo, seja acompanhando o trabalho que os vereadores desenvolvem, e até mesmo saber o que acontece no seu bairro. Tudo isso também é participar da política”, finaliza.
Para escutar a entrevista na íntegra clique aqui.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

CAMPANHA DE COMBATE À MORTALIDADE MATERNA SERÁ LANÇADA NA ASSEMBLÉIA

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio vai lançar nesta terça-feira (09/02), às 10h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, uma campanha de combate à mortalidade materna com o tema “Pré-Natal de qualidade e parto seguro, um direito seu”.
De acordo com a presidente da Comissão, deputada Inês Pandeló (PT), o objetivo é conscientizar as mulheres, os homens e os profissionais da rede de saúde sobre a importância dos cuidados durante este período.
“É importante garantir uma gestação sem riscos, tanto para a mulher quanto para o bebê”, disse a parlamentar, acrescentando que a campanha será focada também na importância de a mulher ter um local definido antecipadamente para dar a luz.
“Muitas vezes é necessário que se faça uma verdadeira peregrinação para encontrar uma maternidade”, finaliza a parlamentar.
Durante a campanha serão distribuídos kits com camisetas, adesivos, cartazes e filipetas. Além disso, a partir de março serão veiculados “spots” em emissoras de rádios populares de todo o estado. A campanha será veiculada até o final de março de 2010.

CAMPANHA DE COMBATE À MORTALIDADE MATERNA SERÁ LANÇADA NA ASSEMBLÉIA

Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Assembleia Legislativa do Rio vai lançar nesta terça-feira (09/02), às 10h, no Plenário Barbosa Lima Sobrinho, uma campanha de combate à mortalidade materna com o tema “Pré-Natal de qualidade e parto seguro, um direito seu”.


De acordo com a presidente da Comissão, deputada Inês Pandeló (PT), o objetivo é conscientizar as mulheres, os homens e os profissionais da rede de saúde sobre a importância dos cuidados durante este período.

“É importante garantir uma gestação sem riscos, tanto para a mulher quanto para o bebê”, disse a parlamentar, acrescentando que a campanha será focada também na importância de a mulher ter um local definido antecipadamente para dar a luz.

“Muitas vezes é necessário que se faça uma verdadeira peregrinação para encontrar uma maternidade”, finaliza a parlamentar.

Durante a campanha serão distribuídos kits com camisetas, adesivos, cartazes e filipetas. Além disso, a partir de março serão veiculados “spots” em emissoras de rádios populares de todo o estado. A campanha será veiculada até o final de março de 2010.

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