terça-feira, 22 de março de 2011

"MULHERES TRANSFORMANDO A UNIVERSIDADE"

4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE - EME

Não por acaso, sob o slogan “ô abre alas que as mulheres vão passar” foi lançado o 4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE (EME). O evento será de 21 a 24 de abril em Salvador, Bahia. “É o feminismo para mudar o mundo, o movimento estudantil e a universidade”, disse Fabíola Paulino.

Orgulhosa de participar da inauguração de mais um EME, Lucia Stumpf declarou que a pauta da mulher deve ser sempre destaque nos assuntos do movimento estudantil. Até porque “a universidade brasileira é um espaço ainda predominantemente masculino, machista. É muito apropriado o tema deste CONEB ‘nas ruas de hoje o Brasil do amanha’. Será nas ruas que vamos conquistar mais e mais direitos e influir no empoderamento da mulher no movimento estudantil”, disse a ex-presidente da UNE.

O EME conta com diversos grupos de trabalho e mesas de debate sobre questões ligadas à opressão de gênero. Além disso, é também um espaço para se discutir o papel da mulher no movimento estudantil, na produção de conhecimento e na sociedade.

“Em conjunto com o movimento feminista, as estudantes estão mobilizadas por bandeiras que avancem na superação da desigualdade e na conquista de liberdade e autonomia das mulheres”, defende a diretoria de Mulheres da UNE. Portanto, agende-se.

O 13º CONEB da UNE, realizado entre os dias 15 e 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, convoca a todas as estudantes brasileiras a participarem do IV Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, que vai ocorrer entre os dias 21 e 24 de abril, em Salvador, Bahia.

O 13º CONEB da UNE, realizado entre os dias 15 e 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, convoca a todas as estudantes brasileiras a participarem do IV Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, que vai ocorrer entre os dias 21 e 24 de abril, em Salvador, Bahia.

O EME surgiu em 2005, por iniciativa da diretoria de mulheres da UNE, com o objetivo de ser um espaço de auto-organização e fortalecimento do debate feminista na entidade, contribuindo no combate ao machismo e todas as formas de opressão sofridas pelas mulheres dentro das universidades e no movimento estudantil. A segunda edição, que ocorreu em 2007 consolidou o Encontro e permitiu a criação de uma agenda própria.

Em 2009 o EME contou com a participação de 400 estudantes de todo o Brasil. Com a campanha “Mulheres transformando a universidade” o Encontro proporcionou debater a universidade a partir do olhar das mulheres. Creche, assistência estudantil, currículos acadêmicos que abrangem a discussão de gênero, educação não sexistas são pautas que derivaram do IV EME e que mobilizaram a estudantes nos últimos dois anos. Além disso, a mercantilização do corpo das mulheres, os trotes e calouradas machistas foram denunciados com veemência pelas mulheres estudantes.

Por fim, este EME estimulou a criação de coletivos feministas nas universidades, com o papel de travar o debate feminista nos espaços acadêmicos, reivindicar políticas de assistências e organizar o combate às práticas machistas impostas às mulheres no cotidiano da vida estudantil.

O IV EME da UNE vai buscar aprofundar as bandeiras de luta do último Encontro e discutir a vida das mulheres a partir de uma perspectiva ampla, que resgate o combate às opressões vividas pelas mulheres na sociedade. Com o mote “Ô abre alas que as mulheres vão passar” o próximo EME terá o objetivo de criar uma agenda ampla que avance na discussão das mulheres nos espaços de decisão da Entidade e apresentar os desafios da mulher brasileira que, mesmo admitindo avanços no campo das políticas públicas, no acesso a educação, ainda sofrem com as duplas jornadas de trabalho, com a falta de autonomia e a mercantilização de seus corpos, com a criminalização do aborto e com os valores patriarcais e mercadológicos arraigados no seu cotidiano.

Antenadas com o momento atual, em que as mulheres rompem barreiras e alcançam espaços nunca antes conquistados, as mulheres da UNE buscam radicalizar as suas pautas e dizer, em alto e bom som, que ainda temos que lutar muito! Enquanto as mulheres jovens ocuparem os piores postos de trabalho, enquanto a pobreza estiver majoritariamente entre as mulheres negras, enquanto o aborto for criminalizado, a violência continuar existindo, estaremos em processo de luta e resistência!

Sabemos que o sistema capitalista reproduz e reforça a opressão sobre as mulheres que se acentua ainda mais se ela for negra. Recebem os menores salários, são menos representadas na educação superior e as que mais morrem por abortos inseguros. O encontro também vai acumular para essa realidade.

A luta contra o machismo é coletiva. É preciso que todas as mulheres se sintam protagonistas dessa luta e a encarem como sua em seu cotidiano, levando-a não só para os debates na sala de aula como também para outros espaços de atuação que participam, como Centros Acadêmicos, DCEs, nas UEEs, nas diretorias da UNE e organizações políticas.

Portanto, convocamos todas as estudantes a realizarem as suas atividades preparatórias em seus estados com o objetivo de fortalecer a discussão para o IV EME da UNE.

Construam suas delegações e vamos à luta por uma sociedade mais justa e igualitária!

"MULHERES TRANSFORMANDO A UNIVERSIDADE"

4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE - EME

Não por acaso, sob o slogan “ô abre alas que as mulheres vão passar” foi lançado o 4º Encontro de Mulheres Estudantes da UNE (EME). O evento será de 21 a 24 de abril em Salvador, Bahia. “É o feminismo para mudar o mundo, o movimento estudantil e a universidade”, disse Fabíola Paulino.

Orgulhosa de participar da inauguração de mais um EME, Lucia Stumpf declarou que a pauta da mulher deve ser sempre destaque nos assuntos do movimento estudantil. Até porque “a universidade brasileira é um espaço ainda predominantemente masculino, machista. É muito apropriado o tema deste CONEB ‘nas ruas de hoje o Brasil do amanha’. Será nas ruas que vamos conquistar mais e mais direitos e influir no empoderamento da mulher no movimento estudantil”, disse a ex-presidente da UNE.

O EME conta com diversos grupos de trabalho e mesas de debate sobre questões ligadas à opressão de gênero. Além disso, é também um espaço para se discutir o papel da mulher no movimento estudantil, na produção de conhecimento e na sociedade.

“Em conjunto com o movimento feminista, as estudantes estão mobilizadas por bandeiras que avancem na superação da desigualdade e na conquista de liberdade e autonomia das mulheres”, defende a diretoria de Mulheres da UNE. Portanto, agende-se.

O 13º CONEB da UNE, realizado entre os dias 15 e 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, convoca a todas as estudantes brasileiras a participarem do IV Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, que vai ocorrer entre os dias 21 e 24 de abril, em Salvador, Bahia.

O 13º CONEB da UNE, realizado entre os dias 15 e 17 de janeiro, no Rio de Janeiro, convoca a todas as estudantes brasileiras a participarem do IV Encontro de Mulheres Estudantes da UNE, que vai ocorrer entre os dias 21 e 24 de abril, em Salvador, Bahia.

O EME surgiu em 2005, por iniciativa da diretoria de mulheres da UNE, com o objetivo de ser um espaço de auto-organização e fortalecimento do debate feminista na entidade, contribuindo no combate ao machismo e todas as formas de opressão sofridas pelas mulheres dentro das universidades e no movimento estudantil. A segunda edição, que ocorreu em 2007 consolidou o Encontro e permitiu a criação de uma agenda própria.

Em 2009 o EME contou com a participação de 400 estudantes de todo o Brasil. Com a campanha “Mulheres transformando a universidade” o Encontro proporcionou debater a universidade a partir do olhar das mulheres. Creche, assistência estudantil, currículos acadêmicos que abrangem a discussão de gênero, educação não sexistas são pautas que derivaram do IV EME e que mobilizaram a estudantes nos últimos dois anos. Além disso, a mercantilização do corpo das mulheres, os trotes e calouradas machistas foram denunciados com veemência pelas mulheres estudantes.

Por fim, este EME estimulou a criação de coletivos feministas nas universidades, com o papel de travar o debate feminista nos espaços acadêmicos, reivindicar políticas de assistências e organizar o combate às práticas machistas impostas às mulheres no cotidiano da vida estudantil.

O IV EME da UNE vai buscar aprofundar as bandeiras de luta do último Encontro e discutir a vida das mulheres a partir de uma perspectiva ampla, que resgate o combate às opressões vividas pelas mulheres na sociedade. Com o mote “Ô abre alas que as mulheres vão passar” o próximo EME terá o objetivo de criar uma agenda ampla que avance na discussão das mulheres nos espaços de decisão da Entidade e apresentar os desafios da mulher brasileira que, mesmo admitindo avanços no campo das políticas públicas, no acesso a educação, ainda sofrem com as duplas jornadas de trabalho, com a falta de autonomia e a mercantilização de seus corpos, com a criminalização do aborto e com os valores patriarcais e mercadológicos arraigados no seu cotidiano.

Antenadas com o momento atual, em que as mulheres rompem barreiras e alcançam espaços nunca antes conquistados, as mulheres da UNE buscam radicalizar as suas pautas e dizer, em alto e bom som, que ainda temos que lutar muito! Enquanto as mulheres jovens ocuparem os piores postos de trabalho, enquanto a pobreza estiver majoritariamente entre as mulheres negras, enquanto o aborto for criminalizado, a violência continuar existindo, estaremos em processo de luta e resistência!

Sabemos que o sistema capitalista reproduz e reforça a opressão sobre as mulheres que se acentua ainda mais se ela for negra. Recebem os menores salários, são menos representadas na educação superior e as que mais morrem por abortos inseguros. O encontro também vai acumular para essa realidade.

A luta contra o machismo é coletiva. É preciso que todas as mulheres se sintam protagonistas dessa luta e a encarem como sua em seu cotidiano, levando-a não só para os debates na sala de aula como também para outros espaços de atuação que participam, como Centros Acadêmicos, DCEs, nas UEEs, nas diretorias da UNE e organizações políticas.

Portanto, convocamos todas as estudantes a realizarem as suas atividades preparatórias em seus estados com o objetivo de fortalecer a discussão para o IV EME da UNE.

Construam suas delegações e vamos à luta por uma sociedade mais justa e igualitária!

Por: Cristiane Pimentel - NJPMDB.

segunda-feira, 21 de março de 2011

BANCADA FEMININA, ELEGE A DEP. FED. ELCIONE BARBALHO, PRESIDENTE DE HONRA DO PMDB MULHER NACIONAL, PROCURADORA DA MULHER NA CÂMARA.


Eleita nesta terça-feira pela bancada feminina como procuradora da Mulher na Câmara, a deputada Elcione Barbalho (PMDB-PA) afirmou que pretende criar, com a ajuda de deputadas federais, estaduais e vereadoras, uma rede de proteção à mulher em todo o País. Elcione Barbalho terá como subprocuradoras Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), Flávia Morais (PDT-GO) e Sandra Rosado (PSB-RN).

Elcione Barbalho anunciou também que, entre suas prioridades, está a luta para que as mulheres ocupem espaços na vida política. Ela observou que, apesar de serem 52% do eleitorado, as mulheres são parcamente representadas. “Eu acho que temos que chamar a atenção dos partidos para que nos deem as condições nesse sentido. A mulher tem dificuldades de ir atrás de dinheiro, pedir recursos, para que possa ter essa ascensão.”

A deputada lembrou que a lei da cota de 30% de candidatas não é respeitada e, quando isso ocorre, é “apenas para fazer número”. Outra prioridade da procuradora será a aplicação efetiva da Lei Maria da Penha (11.340/06), que pune a violência contra as mulheres.

Instalada em junho de 2009, a procuradoria foi criada para ser um órgão de fiscalização e defesa, destinado a receber, examinar e encaminhar às autoridades competentes denúncias de violência e discriminação contra a mulher.

Promessa de campanha
As integrantes da procuradoria e da bancada feminina reuniram-se ainda nesta terça-feira com o presidente da Câmara, Marco Maia, e agradeceram a iniciativa de terem recebido a prerrogativa de indicar a procuradora. “Esta é uma conquista muito importante, e o presidente está cumprindo uma promessa feita durante a campanha”, ressaltou Janete Rocha Pietá (PT-SP), coordenadora da bancada.

Reportagem – Vania Alves/Rádio Câmara
Edição – Rosalva Nunes

quinta-feira, 17 de março de 2011



Brasília (DF) - A lista de prioridades da bancada feminina no que diz respeito à emancipação econômica da mulher inclui também mais direitos trabalhistas às empregadas domésticas. Formada basicamente por mulheres, a categoria atua na informalidade na maior parte dos casos.

A própria Constituição Federal confere aos domésticos apenas 9 dos 34 direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. O empregado doméstico tem garantidos, por exemplo, o salário mínimo, o 13º, o repouso semanal e férias anuais, mas não possui proteção contra a demissão sem justa causa, nem ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Grande parte das empregadas domésticas não tem carteira assinada ou contrato de trabalho, não tem uma segurança, um apoio, um plano de saúde”,resume a deputada Elcione Barbalho (PA).

Na Câmara, um dos projetos mais antigos que tratam do assunto é o PL 1626/89, da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), apresentado há 20 anos. O
texto, que está pronto para análise do Plenário na forma de um substitutivo do Senado, regulamenta os direitos trabalhistas das empregadas domésticas, que passariam a contar com o FGTS.

Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10, do deputado Carlos Bezerra (MT), estabelece a igualdade de direitos trabalhistas entre os empregados domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais. A PEC aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para a pesquisadora Verônica Ferreira, do SOS Corpo - Instituto Feminino para a Democracia, o ideal seria reformar a Constituição, para equiparar os
domésticos aos outros trabalhadores. “Lutamos por propostas que garantam a isonomia das trabalhadoras domésticas. Elas têm 25 direitos a menos que as trabalhadoras normais”, observa.

Trabalho escravo - A PEC 438/01, que prevê a expropriação de terra onde for verificado trabalho escravo e está pronta para votação em Plenário, também está entre as prioriodades das parlamentares.

Mais próximo das necessidades femininas, estão, conforme lembra Verônica Ferreira, ações práticas, como a criação de creches e de escolas em tempo integral, que contribuam para liberar a mulher que é mãe para o mercado de trabalho.

BANCADA FEMININA DO PMDB, DEFENDE OS DIREITOS DAS TRABALHADORAS DOMÉSTICAS.

PMDB defende direitos das trabalhadoras domésticas

Brasília (DF) - A lista de prioridades da bancada feminina no que diz respeito à emancipação econômica da mulher inclui também mais direitos trabalhistas às empregadas domésticas. Formada basicamente por mulheres, a categoria atua na informalidade na maior parte dos casos.

A própria Constituição Federal confere aos domésticos apenas 9 dos 34 direitos dos trabalhadores urbanos e rurais. O empregado doméstico tem garantidos, por exemplo, o salário mínimo, o 13º, o repouso semanal e férias anuais, mas não possui proteção contra a demissão sem justa causa, nem ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).

“Grande parte das empregadas domésticas não tem carteira assinada ou contrato de trabalho, não tem uma segurança, um apoio, um plano de saúde”,resume a deputada Elcione Barbalho (PA).

Na Câmara, um dos projetos mais antigos que tratam do assunto é o PL 1626/89, da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), apresentado há 20 anos. O
texto, que está pronto para análise do Plenário na forma de um substitutivo do Senado, regulamenta os direitos trabalhistas das empregadas domésticas, que passariam a contar com o FGTS.

Já a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 478/10, do deputado Carlos Bezerra (MT), estabelece a igualdade de direitos trabalhistas entre os empregados domésticos e os demais trabalhadores urbanos e rurais. A PEC aguarda análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Para a pesquisadora Verônica Ferreira, do SOS Corpo - Instituto Feminino para a Democracia, o ideal seria reformar a Constituição, para equiparar os
domésticos aos outros trabalhadores. “Lutamos por propostas que garantam a isonomia das trabalhadoras domésticas. Elas têm 25 direitos a menos que as trabalhadoras normais”, observa.

Trabalho escravo - A PEC 438/01, que prevê a expropriação de terra onde for verificado trabalho escravo e está pronta para votação em Plenário, também está entre as prioriodades das parlamentares.

Mais próximo das necessidades femininas, estão, conforme lembra Verônica Ferreira, ações práticas, como a criação de creches e de escolas em tempo integral, que contribuam para liberar a mulher que é mãe para o mercado de trabalho.

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