quarta-feira, 23 de março de 2011

EXECUTIVA NACIONAL DO PMDB APROVA OBRIGATORIEDADE DE CURSO PREPARATÓRIO PARA CANDIDATOS.

Executiva aprova obrigatoriedade de curso para candidatos e prorroga mandato

Brasília (DF) - Os integrantes da Executiva Nacional do PMDB aprovaram hoje (22), por unanimidade, em Brasília, a obrigatoriedade da conclusão do curso Preparatório para Candidatos, elaborado e oferecido gratuitamente pela Fundação Ulysses Guimarães e a prorrogação do mandato da atual direção do partido até 2013. Durante a reunião ficou decidido ainda que os diretórios municipais irão realizar convenções até setembro. Os mandatos das executivas estaduais também foram estendidos.

Na avaliação do presidente interino do partido, senador Valdir Raupp (RO), o programa de ensino desenvolvido pela Fundação poderá aprimorar ainda mais os quadros políticos da legenda. “A exemplo do que já foi feito pelos diretórios do PMDB do Rio Grande do Norte e do Rio Grande do Sul, onde os cursos já são uma realidade, vamos estender para todo país”, destacou.

Para o presidente nacional da Fundação, Eliseu Padilha, os Diretórios Estaduais terão a prerrogativa de decidir como os cursos serão ministrados. “Os candidatos, se eleitos, serão obrigados a participarem do programa de ensino para tomarem posse”, garantiu.

O líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), defendeu que o partido faça um esforço para lançar candidatos próprios em todos os estados brasileiros. “É fundamental que tenhamos nominatas, especialmente, no segundo turno dos pleitos. A legenda deverá sair fortalecido na campanha eleitoral de 2012”, ponderou.

O VICE-PRESIDENTE DA REPÚBLICA MICHEL TEMER FAZ DEFESA ENFÁTICA DE PARTICIPAÇÃO DO PMDB NO GOVERNO

Temer faz defesa enfática de participação do PMDB no governo

Publicada em 22/03/2011 às 23h10m

Gerson Camarotti

Vice-presidente da República, Michel Temer, discursa durante comemoração dos 45 anos do PMDB/Foto de Ailton de Freitas

BRASÍLIA - Durante evento de comemoração dos 45 anos de fundação do PMDB, o vice-presidente da República, Michel Temer, fez uma defesa enfática da ocupação de cargos pelo partido no governo da presidente Dilma Rousseff.

- PT e PMDB fizeram aliança. Então, temos o direito de ocupar os cargos - disse Temer.

O vice-presidente ainda foi irônico em relação às acusações de que o PMDB é um "partido fisiológico".

- Daqui a pouco, se lançarmos um candidato à Presidência e ganharmos, não vamos indicar ninguém para o governo. Como não somos fisiológicos, vamos deixar para os outros partidos - ironizou Temer.

" Tentam "apequenar" o PMDB, mas não conseguirão "

Ele ainda reforçou que é preciso que o PMDB precisa sempre votar unido no Congresso, como fez na votação do projeto que fixou o salário mínimo em R$ 545, quando todos os 77 deputados da bancada na Câmara votaram com o governo.

- Temos que ter unidade: ou votamos inteiramente a favor, ou interamente contra. Nesse caso, teremos respeitabilidade política extraordinária - disse Temer.

Já o líder do PMDB na Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), reagiu às críticas contra o PMDB, que é chamado de partido fisiológico, e também cobrou unidade.

- Tentam "apequenar" o PMDB, mas não conseguirão. Na votação do salário mínimo, dos 77 que votaram a favor do salário mínimo de R$ 545, 23 deles tinham votado em outros candidatos à Presidência. Isso mostrou que não foram os interesses menores que moveram nossa postura na votação. Agora, não importa se o PMDB vota contra ou a favor do governo, o que importa para o PMDB são os 77 deputados votando unidos na Câmara - disse Henrique Eduardo Alves.

terça-feira, 22 de março de 2011

É INACREDITÁVEL QUE EM PLENO SÉCULO XXI AS MULHERES AINDA PASSEM POR ISSO.

Queniana enfrenta fama de 'amaldiçoada' após ter 6 pares de gêmeos

Gladys Bulinya é rejeitada pela família em país onde parte da população acredita que nascimento de gêmeos seja maldição

A maioria das mulheres teria dificuldades em lidar com seis pares de gêmeos, mas para a queniana Gladys Bulinya isso é ainda mais complicado - em seu país, muitas pessoas creem que o nascimento de gêmeos é uma maldição.

Sua família não quer mais contatos com ela e até seu marido a deixou após o nascimento do sexto par de gêmeos, temendo que ela estivesse amaldiçoada. Bulynia, de 35 anos, vive sozinha com 10 de seus 12 filhos em uma casa de sapé de um cômodo a poucos quilômetros do lago Victoria.

Sentada em frente à pequena casa no vilarejo de Nzoia, ela conta que seus primeiros filhos, John e James, nasceram em 1993. Ela explica que ficou grávida quando ainda era uma estudante secundarista, mas seu namorado era jovem demais para se casar com ela.

Foto: BBC

Gladys Bulinya, que teve seis pares de gêmeos

Sua família então ordenou que ela deixasse os bebês no hospital local para adoção. Eles explicaram a ela que o povo Bukusu, ao qual sua família pertence, acredita que os gêmeos trazem azar e que, a não ser que ao menos um deles morra, isso significa morte certa para um ou para ambos os pais.

A tradição Bukusu de eliminar o segundo gêmeo não é mais praticada, apesar de casos ocasionais de infanticídio ainda serem registrados em áreas rurais do oeste do Quênia.

Expulsão

Por sorte, diz Bulynia, quando o pai de seu namorado soube que os gêmeos haviam sido abandonados, ele os tomou e vem cuidando de ambos desde então. Ele é de um grupo étnico diferente, os Kalenjin. Mas seus problemas não acabaram aí. Cinco anos depois ela se apaixonou e se casou com um professor de escola primária. Ela vivia com a família do marido quando deu à luz seu segundo par de gêmeos, Duncan e Dennis. Temendo que ela trouxesse a eles um mau agouro e que alguém da família morresse, seus sogros a expulsaram de casa. "Fui colocada em um mototáxi com meus gêmeos e mandada para a casa do meu pai", conta ela.

Sua família, porém, teve pouca simpatia por ela. Novamente temendo que ela estivesse amaldiçoada, seus pais não permitiram que ela ficasse na casa da família. Em vez disso, eles rapidamente arrumaram um novo casamento para ela, com um homem 20 anos mais velho.

O homem concordou porque já não esperava se casar em sua idade. Mas outros gêmeos vieram. "Mercy e Faith nasceram em 2003, Carren e Ivy em 2005, e Purpose e Swin em 2007", conta Bulyinia. Mas foi a chegada de Baraka e Prince, no ano passado, que levou o marido a deixá-la.

"Eu agora tenho que fazer vários trabalhos para alimentar meus dez filhos, porque eu não sei onde ele (o marido) está, e mesmo se ele estivesse por perto, estaria muito velho para trabalhar", diz.

Ração de milho

Algumas das crianças mais velhas frequentam a escola local. As meninas de cinco anos se revezam para cuidar de Baraka e Prince, de cinco meses, enquanto sua mãe está fora cuidando de jardins ou lavando roupas para os vizinhos.

Dennis, de 11 anos, recebeu uma bolsa para frequentar uma escola privada próxima, enquanto seu irmão gêmeo, Duncan, cuida da criação de gado de um professor aposentado. Duncan recebe uma ração mensal de milho como pagamento por seu trabalho, e isso é o que alimenta o resto da família.

Apesar de ajudar a família com a bolsa a Dennis, a diretora da escola St Iddah Academy critica a mãe. "Esta senhora deveria ter feito uma esterilização após descobrir que os homens a estavam usando e descartando", afirma Margaret Khanyunya.

Bulynia diz que não se arrepende de nada e que considera seus filhos como "uma bênção de Deus". Mas ela admite que passou, sob relutância, por uma esterilização, por não poder lidar com mais nenhuma criança.

"Foi contra o desejo de minha igreja", conta. "Sou católica. Quando tomei a decisão, pedi o perdão de Deus. Estou segura de que Deus entende e vai me perdoar por fazer isso", disse.

O que realmente a deixa contrariada, ela diz, é a ausência de seus gêmeos mais velhos, hoje com 17 anos. Ela chora ao relatar seu último encontro com os filhos, há dois anos, quando eles foram circuncidados, em uma cerimônia que marca o rito de passagem da adolescência à vida adulta.

Na cerimônia, cada pai precisa entregar o filho para os anciões da comunidade fazerem a circuncisão. "Fui convidada ao evento e me pediram duas vezes para apontar meus filhos entre o grupo de 30 garotos", diz. "Nas duas vezes apontei para os garotos errados, e meu coração ainda aperta a cada vez que penso naquele dia."

DEPUTADA TERESA SURITA, FAZ PRONUNCIAMENTO EM COMEMORAÇÃO AO "DIA INTERNACIONAL DA LUTA PELA ELIMINAÇÃO DA DISCRIMINAÇÃO RACIAL"


Brasília (DF) - Reproduzimos abaixo discurso da deputada Teresa Surita (RR) em comemoração ao Dia Internacional da Luta pela Eliminação da Discriminação Racial:

"A SRA. DEPUTADA TERESA SURITA (PMDB-RR) pronuncia o seguinte discurso:

Sr. Presidente, Senhoras e Senhores Deputados:

Hoje, dia 21 de março, comemora-se o Dia Internacional Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.
Quero iniciar minhas colocações a respeito do tema com a frase de Darcy Ribeiro, de sua obra emblemática “O Povo Brasileiro”.
“Nós, brasileiros, somos um povo em ser, impedido de sê-lo. Um povo mestiço na carne e no espírito, já que aqui a mestiçagem jamais foi crime ou pecado. Nela fomos feitos e ainda continuamos nos fazendo. Essa massa de nativos viveu por séculos sem consciência de si... Assim foi até se definir como uma nova identidade étnico-nacional, a de brasileiros...”
Portanto, em virtude desta nossa miscigenação, não se pode admitir que ainda haja discriminação de raça, cor ou etnia no Brasil.
Não existe separação de seres em raças. Existe apenas uma, a humana. E a nossa história tem mostrado a importância de respeitar e valorizar as relações entre as diferentes etnias, se o objetivo for combater a desigualdade.
O Brasil é o quinto país mais populoso do mundo e detentor da segunda maior população negra do planeta. Lamentavelmente, apesar de nossa Constituição classificar o racismo como crime inafiançável e imprescritível, a discriminação racial existe e está bastante vinculada aos índices de violência.
Estudos mostram que negros morrem em proporção muito maior do que brancos e essa diferença tem aumentado nos últimos anos.
Na Paraíba, campeã dessa triste estatística, são mortos 1.083% (isso mesmo) mais negros do que brancos. Em Alagoas, 974% mais. E na Bahia, os assassinatos de negros superam em 439,8% os de brancos.
Acho importante ressaltar o que foi colocado no artigo da jornalista Cynara Menezes para a revista Carta Capital, que para o caso da mortandade dos negros mais especificamente, está acontecendo com a segurança o mesmo ocorrido com a educação e a saúde: a privatização.
Assim como quem possui condições financeiras vai a escolas particulares, tem plano de saúde e por isso acesso a melhores hospitais, também se protege melhor do crime quem tem mais dinheiro.
As guaritas, grades, carros blindados, os filhos com celular e os seguranças privados protegem da violência as classes sociais mais altas e mais brancas.
Se essa é uma causa, digamos, privada, a outra razão é de responsabilidade direta do poder público.
O Brasil tem investido em segurança. No ano passado, os governos municipais investiram cerca de 2 bilhões de reais no setor, mas os investimentos continuam concentrados nas áreas nobres das capitais e regiões metropolitanas.
Como colocado pela Ministra Luiza Bairros, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial, também a política de cotas não foi suficiente para diminuir os índices de criminalidade entre a população negra, porque atinge apenas a parcela que conseguiu concluir o ensino médio. E em termos populacionais, a parcela incapaz de concluí-lo é muito maior. Precisamos, portanto, fortalecer agora o ensino médio e profissionalizante.
Além do preconceito contra a população negra, há também a discriminação contra os indígenas, que se deve muito às disputas por terras, as quais se intensificaram com as demarcações.
A expansão econômica no território nacional tem provocado um forte movimento de migração para os sertões brasileiros, onde os índios vivem.
E mesmo sendo a nossa legislação sobre preservação ambiental e respeito aos direitos indígenas uma das melhores do mundo, na realidade temos setores que pressionam e ameaçam tanto o meio ambiente quanto as comunidades indígenas, com uma visão precária de democracia.
Nos anos 70, quando houve o processo de ocupação desenfreada na Amazônia, alguns grupos indígenas foram praticamente dizimados.
Mas, felizmente, a sociedade brasileira e o Estado deram condições para a sobrevivência física e cultural dessas populações e nossos índios estão crescendo. Em 70 eram cerca de 250 mil. Provavelmente no censo de 2010, vamos chegar a quase 1 milhão de índios no País.
Como Deputada Federal pelo Estado de Roraima, quero continuar defendendo a implantação de políticas públicas que fortaleçam e desenvolvam também as comunidades indígenas. Que as incluam no crescimento econômico das cidades e lhes garantam o acesso à educação, à saúde e ao desenvolvimento social.
É necessário refletir acerca das urgentes transformações que ainda precisam se efetivar para que vivamos, de fato, uma democracia étnica. Acredito que, em vez de discriminarmos negros ou índios, devemos fazer valer, na verdade, a condição de a nossa civilização ter sido influenciada por eles.
Muito obrigada."

PMDB CELEBRA SEUS 45 ANOS DE FUNDAÇÃO COM JANTAR NA LIDERANÇA DA CÂMARA

Fundado em 1966, depois que o regime militar instalado no país extinguiu os 13 partidos políticos então existentes, o PMDB celebra nesta semana seu 45º aniversário. No próximo dia 31, o Senado realiza sessão especial para celebrar data.

Como parte da programação de aniversário, o partido reúne sua executiva nacional, às 15h desta terça-feira (22), na sede da liderança na Câmara, e realiza um jantar de confraternização com senadores, deputados, governadores e prefeitos, além do vice-presidente da República Michel Temer.

Sessão do Congresso, 1979 - Os deputados do MDB – Movimento Democrático Nacional, hoje PMDB – Ulysses Guimarães e Freitas Nobre e o senador Paulo Brossard, líderes da campanha conhecida como Frente Pela Redemocratização do País.

Maior partido brasileiro em número de filiados, o PMDB sucedeu o MDB (Movimento Democrático Brasileiro) para ser a legenda de oposição ao regime militar no mesmo ano em que os apoiadoresdo regime fundaram a Arena (Aliança Renovadora Nacional).

Nota divulgada pelo partido nesta terça-feira (22) informa que a defesa das reformas política e tributária, além de uma campanha por novas filiações marcarão esse aniversário. No texto, o presidente nacional da legenda, senador Valdir Raupp (RO) lembra que, nas duas Casas do Legislativo, há comissões trabalhando na reforma política.

Ele também informa que, com o apoio dos senadores José Sarney (presidente do Senado), Renan Calheiros (líder no Senado), do deputado Henrique Eduardo Alves (líder na Câmara), e do vice-presidente da República, Michel Temer, foi instalada na Câmara uma comissão para estudar a reforma tributária.

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