Cresce número de países com mulheres no 1º escalão
Em uma década, quantidade de ministérios com .mais de 20% de mulheres subiu de 13 para 63, afirma estudo
19 de setembro de 2011 | 0h 00
Rafael Moraes Moura / BRASÍLIA -
O Estado de S.Paulo
O número de países com mais de 20% dos cargos ministeriais ocupados por mulheres saltou de 13 para 63 entre 1998 e 2008, aponta o Relatório de Desenvolvimento Mundial 2012: Igualdade de Gênero e Desenvolvimento, do Banco Mundial (Bird). De uma forma geral, a proporção de mulheres ocupando esses postos é de 17% no mundo inteiro, 8% a mais que em 1998, um crescimento considerado lento pela instituição.
O documento, divulgado ontem, destaca maior participação feminina na política, principalmente em quatro regiões do globo: Europa Ocidental, sul da África, América Latina e Caribe. Em 2008, Chile, Finlândia, França, Granada, Noruega, África do Sul, Espanha, Suécia e Suíça tinham mais de 40% de ministérios ocupados por mulheres.
"Embora homens e mulheres sejam igualmente aptos para exercer sua voz política pelo voto, homens são frequentemente percebidos como superiores em exercer poder político", atesta o relatório. "As pessoas continuam vendo os homens como líderes políticos e econômicos melhores que as mulheres." Atualmente, o governo Dilma Rousseff conta com 10 ministras, do total de 38 postos (26,3%).
Dos Brics, o Brasil é o país que apresenta menos preconceito quanto a essa questão: 32% dos brasileiros veem os homens como líderes políticos superiores a mulheres - contra 63% da Índia, 62% da Rússia e 51% da África do Sul . No Chile, que já foi presidido por uma mulher - Michelle Bachelet (2006-2010) -, o índice ficou em 49%.
Poucos países têm restrições legais à ocupação de cargos públicos por mulheres, mas, mesmo assim, a presença feminina em postos no Parlamento é "muito pequena". De acordo com o Banco Mundial, em 1995 as mulheres representavam 10% dos parlamentares, fatia que subiu para 17% em 2009.
O relatório do Banco Mundial discute a situação feminina em outras áreas, como mercado de trabalho, educação, saúde e violência doméstica. No Brasil, assim como em outros países, como Índia e Tailândia, observa-se um aumento na ocupação de empregos de "requisitos intelectuais" por homens e especialmente mulheres.
De acordo com o relatório, os avanços na saúde e na educação das mulheres trazem resultado para os seus filhos em países variados, como Brasil, Nepal e Senegal.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
PMDB MULHER-RJ COMERA A APROVAÇÃO POR UNANIMIDADE NA ALERJ, O PROJETO DE VACINAÇÃO CONTRA O HPV.

Com entusiasmo a Presidente Regional do PMDB Mulher-RJ, Kátia Lôbo, recebeu ontem (14-08) a notícia de que o projeto de vacinação contra o HPV, sugerido pelo núcleo do partido, foi aprovado por unanimidade na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). “ Quando o deputado Rafael Picciani me ligou ainda do plenário para dar a boa notícia comemorei muito. Isso representa um avanço na prevenção e saúde da mulher, que tem sido foco principal de nosso trabalho no partido”, disse Kátia, que está em Brasília participando do Fórum Nacional do PMDB.
O projeto, assinado conjuntamente pelos deputados Bernardo Rossi e Rafael Picciani, ambos do PMDB, estabelece a implantação de um programa estadual de vacinação contra o Human Papiloma Vírus (HPV), o principal causador do câncer de colo de útero. A proposta irá à sanção do governador Sérgio Cabral, mas os parlamentares confiam em sua imediata aplicação. "Não é considerado um gasto, mas um investimento em medicina preventiva", aponta Bernardo Rossi, representante de Petrópolis na Alerj.
O deputado Rafael Picciani agradeceu a preocupação do PMDB-Mulher com a questão e também se disse confiante na aprovação da proposta pelo governador Sérgio Cabral por se tratar de uma medida importante e complementar aos exames preventivos. “Confio na aceitação e empenho do Governo na aplicação do projeto”, afirmou o deputado, destacando que a vacina contra o HPV é hoje encontrada somente na rede particular e custa em média R$ 400 a dose. “É fundamental disponibilizá-la gratuitamente na rede pública. Muitas mulheres deixam de tomar a vacina porque não têm como pagar ”, completou.
A expectativa é de imunizar 7 milhões de meninas, a partir dos 10 anos, em todo o Estado. O vírus HPV é transmitido por contato sexual. A infecção por HPV atinge cerca de 630 milhões de pessoas no mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS). Estudos do Instituto Nacional do Câncer (Inca) mostram que a cada ano surgem em torno de 18 mil novos casos da doença e 4.800 mortes em todo o País.
O Programa, além de disponibilizar a vacina na rede pública de saúde, prevê ainda em conjunto com outros órgãos estaduais, como a Secretaria Estadual de Educação a promoção de campanhas educativas e que incentivem a população a se imunizar.
A vacina encontrada na rede particular custa em média R$ 400,00 a dose, mas são necessárias três doses, o que eleva o custo da imunização para R$ 1,200,00.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
PROJETO SUGERIDO PELO PMDB MULHER/RJ APROVADO NA CCJ.
Kátia Lôbo, Presidente do PMDB Mulher-RJ
a realização rA Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) aprovou no dia 23/08 por unanimidade o parecer do relator, deputado Samuquinha (PR), ao projeto de lei 251/11 dos deputados Rafael Picciani (PMDB) e Bernardo Rossi (PMDB) que institui o programa estadual de vacinação contra o vírus HPV – Human Papiloma Virus – no Estado do Rio. O projeto, sugerido pelo PMDB-Mulher aos parlamentares do partido, objetiva reduzir a incidência do câncer de colo de útero. Ele segue agora para as comissões de Saúde e Finanças, mas seus autores pediram urgência em sua votação em Plenário e, neste caso, poderá receber pareceres das comissões durante a sessão.
“Esta é uma reivindicação antiga. A vacina previne essa doença e hoje só está disponível na rede particular e custa R$ 400”, explicou Kátia Lôbo, presidente regional do PMDB-Mulher, elogiando a iniciativa dos jovens deputados peemedebistas. “É bom vermos jovens deputados engajados nesta luta contra o HPV. A vacina é mais eficaz em meninas que ainda não iniciaram sua vida sexual”, diz.
Se for aprovado em discussão única, o projeto seguirá para a sanção do governador Sérgio Cabral, que tem 15 dias para analisá-la. O próximo passo será o Estado regulamentar o programa, definindo a idade mínima das mulheres para a vacinação e garantindo ampla divulgação da campanha.
O HPV é uma das doenças sexualmente transmissíveis (DST) mais comuns no mundo, e um dos principais responsáveis pelo câncer decolo de útero. Estudos no mundo comprovam que 50% a 80% das mulheres sexualmente ativas serão infectadas por um ou mais tipos de HPV em algum momento de suas vidas. Porém, a maioria das infecções é transitória, sendo combatida espontaneamente pelo sistema imune, principalmente entre as mulheres mais jovens. Qualquer pessoa infectada com HPV desenvolve anticorpos (que poderão ser detectados no organismo), mas nem sempre eles são suficientes para eliminar o vírus.
A vacina foi criada com o objetivo de prevenir a infecção por HPV e,desta forma, reduzir o número de pacientes que venham a desenvolver o câncer de colo de útero. Foram desenvolvidas duas vacinas contra os tipos mais presentes no câncer de colo do útero (HPV-16 e HPV-18). Mas o real impacto da vacinação contra o câncer de colo de útero só poderá ser observado após décadas. Há duas vacinas comercializadas no Brasil. Uma delas é quadrivalente, ou seja, previne contra os tipos 16 e 18, presentes em 70% dos casos de câncer de colo do útero e contra os tipos 6 e 11, presentes em 90% dos casos de verrugas genitais. A outra é específica para os subtipos 16 e 18.
É fundamental deixar claro que a adoção da vacina não substituiráegular do exame Papanicolau (preventivo). Trata-se de mais uma estratégia possível para o enfrentamento do problema que pode ser combatido com a vacinação coletiva.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
A CENTRAL DE ATENDIMENTOS À MULHER REGISTRA QUASE 2 MILHÕES DE ATENDIMENTOS.
A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 -, da Secretaria de Políticas para as
Mulheres (SPM), contabiliza, desde sua criação em abril de 2006 até junho deste ano, 1.952,001 atendimentos. Desses, 434.734 registros se referem a informações sobre a Lei Maria da Penha (11.340/06), o que corresponde a 22,3% do total das ligações. Fatores como melhorias tecnológicas, capacitação de atendentes, campanhas de divulgação e o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra a Mulher (que tinha como meta atingir 1 milhão de ligações neste ano) contribuíram para registrar esse número record de atendimentos.
Tipos de violência - Durante esse período houve 237.271 relatos de violência. Desse total, 141.838 correspondem à violência física; 62.326, à violência psicológica; 23.456 à violência moral; 3.780, à violência patrimonial; 4.686, à violência sexual; 1021, ao cárcere privado; e 164, ao tráfico de mulheres. Um dado relevante é que foram registradas 4.060 ligações relatando ameaças e 18.320 casos de lesão corporal leve.
Balanço semestral de 2011 - De janeiro a junho, a Central de Atendimento à Mulher contabilizou 293.708 atendimentos. No período foram registrados 30.702 relatos de violência. Desse total, 18.906 foram de violência física; 7.205, de violência psicológica; 3.310, de violência moral; 513, de violência patrimonial; 589, de violência sexual; 153, de cárcere privado; e 26, de tráfico de mulheres.
Perfil - A maior parte das mulheres que entrou em contato com o Ligue 180 é parda (46%), tem entre 20 e 40 anos (64%), cursou parte ou todo o ensino fundamental (46%), convivem com o agressor há mais de dez anos (40%) e 87% das denúncias são feitas pela própria vítima. O percentual de mulheres que declaram não depender financeiramente do agressor é de 59% e, em 72% das situações, os agressores são os cônjuges das vítimas. Os números mostram que 65% dos filhos presenciam a violência e 20% sofrem violência junto com a mãe.
Ranking nacional - Em números absolutos, São Paulo lidera o ranking com 44.499 atendimentos, seguido pela Bahia com 32.044. Em terceiro lugar aparece Minas Gerais com 23.430 dos registros. A procura pelo Ligue 180 é espontânea e o volume de ligações não se relaciona diretamente com a incidência de crimes ou violência. A busca pelo serviço reflete um maior acesso da população a meios de comunicação, vontade de se manifestar acerca do fenômeno da violência de gênero, fortalecimento da rede de atendimento às mulheres e empoderamento da população feminina local.
Estados Posição por
Valor Absoluto
Número de Ligações Estados Posição por
Valor Absoluto
Número de Ligações
SP
1
44.499
SE 15
4.571
BA
2
32.044
AL 16
4.527
MG
3
23.430
PB
17
4.027
RJ
4
20.292
RN
18
3.946
PA
5
16.143
SC
19
3.064
PR
6
11.638
MS
20
2.455
PE
7
10.752
MT
21
2.016
MA
8
10.227
TO
22
1.688
RS
9
8.745
AM
23
1.383
GO
10
7.220
RO
24
1.148
CE
11
6.280
AP
25
640
PI 12
6.271
AC
26
573
DF 13
5.625
RR
27
315
ES 14
5.018
População feminina - Quando considerada a quantidade de atendimentos relativos à população feminina de cada estado este ano houve uma mudança, pela primeira vez a Bahia é a unidade da federação que mais entrou em contato com a Central, com 224,36 atendimentos para cada 50 mil mulheres. Em segundo lugar está Sergipe com 215,1 em terceiro, o Pará com 214,52 e o DF aparece em quarto lugar com 210,28 registros.
UF
Ranking
Ligações a cada 50.000 mulheres
UF
População Feminina
Ligações a cada 50.000 mulheres
BA
1
224,36
PR
15
109,56
SE 2
215,1
SP
16
105,05
PA 3
214,52
PB
17
103,68
DF
4
210,28
MS
18
99,87
PI 5
197,2
AP
19
95,8
MA
6
156,92
RS
20
79,65
AL 7
140,72
AC
21
78,6
ES 8
140,71
RO
22
74,83
TO
9
123,93
CE
23
72,52
RN
10
121,86
RR
24
71,26
RJ
11
121, 26
MT
25
67,87
GO
12
119, 43
SC
26
48,64
PE
13
117,73
AM
27
39,98
MG
14
117,68
Dados do Conselho Nacional de Justiça, de julho de 2010, divulgados em março deste ano revelam que, desde a vigência da Lei Maria da Penha, 331.796 processos foram distribuídos. Desses, 110.998 foram sentenciados. Foram decretadas 1.577 prisões preventivas, 9.715 prisões em flagrante e 120.99 audiências designadas. Dos procedimentos: 93.194 medidas protetivas, 52.244 inquéritos policiais e 18.769 ações penais.
Contatos Ascom:
Cacia Cortez: 3411-5887
Rejane Lopes: 3411-4229
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
INSTALADO PMDB MULHER DE CACHOEIRAS DE MACACU
Após eleição na sede do partido na Rua Anício Monteiro da Silva, 89, em Cachoeiras de Macacu, no sábado (20/08), foi instalado o PMDB Mulher na cidade. O movimento, que funcionava provisoriamente no município há três meses, agora tem sua composição definitiva para o biênio (2011-2013). A eleição começou pontualmente às 9h e foi encerrada às 16h quando todas as 28 filiadas presentes confirmaram o voto. Duas chapas concorreram à presidência do movimento, sendo que a chapa 1 foi a vencedora com a maioria dos votos.
A presidente do PMDB Mulher regional, Kátia Lôbo, e Marilúcia Alves Ribeiro, que também integra o núcleo do partido no estado, participaram da eleição em Macacu. “É um marco importante na ampliação dos nossos núcleos no estado e por isso fiz questão de estar presente”, disse Kátia, colocando-se à disposição do PMDB Mulher da cidade para qualquer esclarecimento.
A composição do PMDB Mulher de Macacu ficou da seguinte forma: presidenta Tônia Corina Cruz Bueno; vice-presidenta Janilde da Graça de Carvalho Torres; secretária Maria José de Souza Carvalho; Georgine Aloan Mendes de Magalhães; Jéssica dos Santos Pupo; Jane Silva de Azeredo; Rosemar Lessa Labeta; Nely de Aguiar Coelho; Lana Fonseca; Michelle Del Negro Peruzzi Gomez; Maria Amélia de Abreu Pereira; Magda Mendes de Castro; Neusimar Pinto da Conceição; Ângela Rita da Conceição Pereira; Célia Maria Brandão.
Suplentes: Marlene Cruz Bueno; Ana Margarida Murizini de Carvalho; Bianca Azevedo Jacob; Maria da Conceição Batista Silva; Maria de Lourdes Ribeiro Monteiro. Titulares do Conselho de Ética e Disciplina Partidária: Claudia Carvalho Siqueira; Marília de Carvalho Busquet; Gracinda Maria Silva de Azeredo. Suplentes do Conselho de Ética e Disciplina Partidária: Adriana Torres de Siqueira; Letícia Gomes Muniz e Vilma Célia Gomes Ramos.
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